UMA LUZ SOBRE PLACAS DE VÍDEO


Olá galera da GV, bom, esse tópico é mais para informar a quem está entrando no mundo das Placas de Vídeo, tanto no geral sobre elas (funções, tecnologias) até a hora da compra. A primeira coisa a saber, pra quem está começando do zero, é sobre os tipos de placas existentes no mercado atual. Estamos falando de “modelos de encaixe”, já que existem vários tipos de Placas Mãe, e nem todas suportam os modelos mais vendidos.

        Foi um padrão muito usado, e não era voltado apenas para uso de Placas de Vídeo. Até hoje, temos os slots PCI, mas usamos para Placas de Rede, Modens, Placas de Som, Etc, já que sua velocidade de transmissão de dados acabou se tornando lenta para as VGAs. Surgiu em 1990 - Na época deles, eram verdadeiras revoluções, pois apresentava 2x a velocidade dos Slots ISA convencionais ( 8/16 Bits ). Os PCIs, tinham uma interface de 32 Bits (Com extensões a 64 Bits) e trabalham em até 132MB/s, dando suporte a uma maioria significante de placas, permitindo que as VGAs trabalhassem em uma velocidade ideal para obter uma boa performance. Atualmente seu uso é desnecessário (No caso de Placas de Vídeo), pois suas velocidades de transmissão de dados é muito ultrapassada e as VGAs disponíveis, além de caras não são potentes. Como as aplicações em 3D exigiam taxas maiores, o AGP foi inserido no mercado.

        É um Slot baseado no padrão PCI, mas voltado apenas para placas de vídeo. Sua velocidade de transmissão de dados inicial, era de 66Mhz, em 32 Bits (A mesma dos PCI), e funcionam em versões de 3.3 e 1.5 Volts. Os AGPs foram aperfeiçoados, e  multiplicado suas velocidades, melhorando assim a transmissão de dados. O AGP 2x, transmite duas transferências por ciclo de clock, permitindo assim a passagem de 528 MB/s de dados. Foram lançados também, os modelos AGP 4x e AGP 8x, com 4 e 8 vezes a velocidade de transferência de dados padrão. Devido a sua velocidade, foi empregado em todos os principais tipos de placa mãe, e a industria de VGAs desenvolveu muito devido a suas capacidades. Até hoje é muito usado, mas já está entrando em desuso. Pode ser uma boa opção para micros de baixo custo. As placas de vídeo AGPs mais potentes são encontradas apenas na versão 8x.

Ok... mas existe o Slot AGP, que possui uma grande velocidade de transferência de dados, sendo apto para o uso de placas de vídeo.. mas, as placas de rede e som, também evoluem. O que fazer? Na busca de uma solução para esses problemas, a indústria de tecnologia trabalhou (e trabalha) no barramento PCI Express, cujo nome inicial era 3GIO. Trata-se de um padrão que proporciona altas taxas de transferência de dados entre o computador em si e um dispositivo, por exemplo, entre a placa-mãe e uma placa de vídeo. O padrão PCI-Express 1x, trabalha a 250Mb/s, sendo muito superior ao PCI convencional. Esse valor, é multiplicado, e possuem Slots PCI-Ex 1x (ou conhecido também como 2x), 4x, 8x e 16x, permitindo o uso de diversos perifericos. O PCI-Express 16x, mais usado atualmente em Placas de Vídeo devido a sua grande taxa de transmissão de dados (4000 Mb/s), e que ainda tende a aumentar – em vista de que ainda estamos no inicio da era PCI-Express (Seus primeiros dispositivos surgiram em 2004). É o mais recomendado hoje em dia, aceita uma variedade enorme de placas de vídeo (16X) e suporta várias tecnologias que o AGP não possuía – Um exemplo, é o uso de duas placas de vídeo ao mesmo tempo (Somando as potências). Temos hoje o Crossfire (ATI) e o SLI (Nvidia).

Após conhecer todos os tipos de VGAs utilizadas atualmente, você deve antes saber o tipo de placa mãe que possui para fazer uma eventual melhora (UpGrade). As Placas-Mãe, possuem geralmente, Slots PCI e um AGP, ou Slots PCI e um PCI-Express (Com excessão das “combo”, que trabalham com os três tipos).

        Para saber os tipos de VGA que sua placa suporta, basta olhar no manual. Caso não tenha, existem programas que servem para identificar todo o tipo de Hardware que você possui dentro do micro (como o Everest, AIDA) – Através dele, você pode identificar informações importantes sobre o computador sem ter que abri-lo.
        Caso sua placa possua Slot AGP e PCIs, utilize o AGP (Já que é um slot próprio para uso de Placas de Vídeo). Caso possua um slot PCI-Express 16x, essa é a melhor opção do mercado para uso de VGAs.

O que saber analisar na VGA antes de compra-la? Devido a enorme variedade de placas, isso é hoje, uma tarefa muito duvidosa até para quem entende mais do assunto. Gastar mais de 500,00 com uma placa de vídeo, pode lhe trazer grandes benefícios – ou grandes dores de cabeça – basta saber escolher. A primeira coisa a ser analisada, é o tipo de Slots. Como disse anteriormente, as placa de vídeo PCI hoje, além de caras, ao raras e fracas. Se você tiver um AGP ou PCI-Express, é bem mais vantajoso pegar uma dessas no lugar da PCI... Após isso, de uma checada em alguns fatores cruciais: Tipo de GPU (Modelo), tamanho da memória (256MB, 512MB), BUS da memória (128 Bits, 256 Bits) e Clocks (500 Mhz / 1000 Mhz).

Os bits, indicam a velocidade que a memória da placa é capaz de trocar informações com o resto do sistema. Ter uma placa de vídeo com 256 Bits, significa que sua memória é duas vezes mais rápida que as de 128, e isso é uma larga vantagem. Eu recomendo, que evite as 64 Bits, pois já estão ultrapassadas. O tamanho da memória, medido em MBs, deve ser analisado após isso, e, na hora da compra, opte por no mínimo uma com 256MB / 128Bits, pois esse é o padrão “básico” atualmente. Fique também de olho nos Clocks, de GPU/Memoria. São muito importantes, pois afetam e muito no desempenho da placa. Hoje em dia. É comum ter no mercado placas com memórias DDR2, trabalhando a cerca de 600, 800Mhz. Recomendo as que possuem no mínimo GDDR3, que são freqüências que trabalham a 1200, 1300, 1400 Mhz. Os GPUs (“Processador” da placa de vídeo), possuem o clock com uma velocidade bem mais baixa que a das memórias, trabalhando de 400 a 600 Mhz atualmente. Recomendo as que possuem uma faixa de 500 Mhz.

Tambem existem os processadores de Shaders, que são responsáveis pela geração das texturas, e muito importantes. Shader Model ou Pixel Shader é a renderizaçao das imagens graficamente construidas em ambiente 3D, para melhor definição, resolução e visualizaçao, utilizado pelo Hardware para "construir" virtualmente essa imagem.
Os Shader Models são um “espelho” da versão do DirectX da placa. As placas mais antigas, com suporte a DirectX7 (Maioria PCI), não possuíam Shaders, sendo assim, placas muito inferiores às outras.

 

Modelos de Shader:
1.0 (DirectX 8.0)
1.3 (DirectX 8.1)
1.4 (DirectX 8.1 - rebuilt)
2.0 (DirectX 9.0)
3.0 (DirectX 9.0c)
4.0 (Directx10)

 

Recomendo que procure placas com no mínimo o Shader 3.0, pois isso afeta muito na qualidade de imagem. Na hora da compra, é bom olhar o numero de processadores de Shaders que elas possuem. As placas mais simples hoje, possuem 4 Pixel Pipelines, por 2 Vertex Shaders (Os pipelines são responsáveis pela leitura dos Shaders) – Recomendo as com 8 Pixel / 5 Shaders no mínimo.

Tambem, ficar de olho nos fabricantes também é interessante. Hoje, o desenvolvimento das placas de vídeo está mais sob controle de duas empresas: ATI (as Radeons) e Nvidia (GeForce). Ambas são excelentes placas (se bem escolhida).
Só que, Nvidia e ATI desenvolvem e fabricam. Existem outras empresas, parceiras, que apenas “montam” a placa. Essas empresas, as vezes cometem erros, e as vezes fazem maravilhas. É bom saber escolher.

Estamos em um momento critico no mundo das VGAs, muita evolução em um pequeno espaço de tempo, coisa que anda prejudicando muito quem não ta sabendo escolher... Então, fique ligado e procure se informar antes de comprar a sua.

 

Por Rafael Malagoli

« em: Abril 30, 2007, 14h11min: 38 »

 Desempenho de Discos Rígidos (HD)

 

O desempenho do HD é um fator que influencia muito no desempenho global do sistema, determinando o tempo de carregamento dos aplicativos e arquivos grandes e até mesmo a velocidade de acesso ao arquivo de troca. Para ser carregado um programa ou acessado qualquer outro dado, é preciso primeiramente transferi-lo do disco rígido para a memória. Pouco adianta ter um processador ou memórias ultra-rápidos, se a todo o momento eles tiverem que esperar por dados a serem transmitidos pelo disco rígido. Depois da quantidade de memória RAM e cache, o disco Rígido é talvez o componente que mais afeta o desempenho do micro, rivalizando até mesmo com o processador.

Uma maneira interessante de melhorar o desempenho de seu disco rígido é verificar se o seu micro está configurado de modo a obter o máximo de desempenho possível. Por exemplo, pode ser que você tenha um moderno disco rígido Ultra DMA/66 instalado em seu micro, mas, por motivos de configuração, ele esteja obtendo uma taxa de transferência muito abaixo dos seus 66 MB/s, fazendo com que o micro fique lento desnecessariamente.

Os discos rígidos acima de 1 GB de capacidade podem ser basicamente classificados em três tipos: PIO modo 4 (que atingem taxas de transferência de até 16 MB/s), UDMA/33 (que atingem taxas de transferência de até 33 MB/s) e UDMA/66 (que atingem taxas de até 66 MB/s). Para saber o tipo do seu disco rígido é fácil: no quadro de configurações que aparece após a contagem da memória que é feita quando você liga o micro, há uma linha onde aparece a configuração do disco rígido. Se aparecer escrito “PIO4” ou “Mode 4”, trata-se de um disco rígido PIO modo 4. Se aparecer “UDMA”, “UDMA/33” ou “UDMA2”, trata-se de um disco UDMA/33. E se aparecer “UDMA4” ou “UDMA/66”, trata-se de um disco UDMA/66.

Fazendo o teste com o programa HD Tach você verifica se o seu disco rígido consegue obter uma taxa de transferência próxima à sua taxa de transferência máxima teórica. É lógico que os valores apresentados (16 MB/s, 33 MB/s e 66 MB/s, dependendo do disco rígido) nunca são atingidos, mas se o seu disco rígido estiver apresentando um valor muito abaixo de sua taxa máxima teórica, significa que algo está errado.

Para começar, você pode facilmente verificar se o bus mastering está habilitado. Essa técnica faz com que as transferências de dados entre o disco rígido e a memória RAM sejam efetuadas sem a intervenção do processador da máquina, tornando o micro mais rápido. Inclusive se o bus mastering não estiver habilitado, os discos UDMA/33 e UDMA/66 atingirão uma taxa de transferência de, no máximo, 16 MB/s. Após efetuar o teste de desempenho propriamente dito, o programa testa a taxa de utilização do processador (isto é, o quanto da capacidade de processamento da máquina foi utilizada) na transferência de dados do disco para a memória. Com o bus mastering habilitado, que é a condição ideal, esse valor deverá ficar abaixo de 10%. Em micros onde o bus mastering está desabilitado é normal essa taxa ficar acima de 90%, o que é péssimo para o desempenho do micro. Se o bus mastering estiver desabilitado, habilite-o. Se após a configuração do bus mastering o desempenho do disco rígido continuar muito abaixo do ideal, pode ser que a sua placa-mãe não suporte o tipo de disco rígido que está instalado (UDMA/33 ou UDMA/66). Isto deve ser verificado no manual da placa-mãe.

No caso de discos rígidos UDMA/66, é válido lembrar que eles devem obrigatoriamente ser instalados no micro usando um cabo especial de 80 fios. Se esse tipo de cabo não for usado, ele obterá um desempenho muito baixo.

 

Espero que esta matéria tenha os ajudado a entender detalhes importantes para o bom desempenho de um disco rígido. Se tiverem qualquer dúvida ou quiserem mais informações, passe-a para nós através de seus comentários – não esqueça de deixar seu E-MAIL – para que possamos atende-lo.

SOFTWARE LIVRE GANHA FORÇA ENTRE OS PROFISSIONAIS

 

A definição de soft livre é qualquer programa de computador que pode ser usado, copiado, estudado modificado e redistribuído com algumas restrições.

A liberdade se opõe ao conceito de software proprietário, mas não ao software que é vendido almejando lucro (software comercial). O modo de distribuição de software livre é anexar a este uma licença de software livre e tornar o código fonte do programa disponível.

Como o linux é um software livre, a maior parte dos produtores disponibiliza imagens ISO contendo exatamente o mesmo conteúdo dos CDs vendidos em lojas ou na internet, e você pode fazer o que quiser com elas – até mesmo gravar em CDs para revendê-las. Quando se trata de LINUX, este tipo de cópia e revenda não é irregular nem antiético, pois faz parte da essência do software livre.

O linux é um dos softwares livres mais conhecidos. É uma referência a um sistema operacional, UNIX, e dos mais famosos exemplos de desenvolvimento com código aberto, ou seja, a forma como o programa é descrito está disponível para qualquer pessoa utilizar, estudar, modificar e distribuir livremente.

O LINUX tornou-se o sistema capaz de funcionar no maior número de arquiteturas computacionais possíveis. É utilizado em aparelhos variando desde supercomputadores, até celulares, e vem ganhando popularidade no mercado de computadores pessoais.

A área  de soft livre tem crescido bastante. Isso por que as empresas tem visto que eles são confiáveis, maduros e podem ser usados no ambiente de produção. Com o aumento da demanda nessa área, já existe até carência de profissionais com certificação LPI (a certificação do LINUX). É preciso adequar a formação para esse tipo de profissional. Ele faz a programação, gestão e a configuração do soft livre para os consumidores.

Um dos maiores atrativos do LINUX é o fato de não ser preciso pagar licença para utilizar o sistema operacional, ao contrário do Windows, em que é preciso pagar. O LINUX além de econômico democratiza o acesso.

 

SAIBA MAIS;

Inicialmente desenvolvido e utilizado por nichos de entusiastas em computadores pessoais, o sistema LINUX passou a ter a colaboração de grandes empresas, como a IBM, a SUN MICROSYSTEMS, a HEWLETT-PACKARD e a NOVELL, o que o fez crescer e se tornar o principal sistema operacional para servidores – oito dos dez serviços de hospedagem mais confiáveis da internet utilizam o sistema LINUX em seus servidores web.

Existem várias distribuições do sistema disponíveis na internet. Também dá para adquirir por meio de revistas, sites, entre outros. A distribuição brasileira muito usada é a KURUMIN, disponível para downloads no site www.clubedohardware.com.br .

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